Talvez seja difícil enxergar em si o mesmo valor que você reconhece com facilidade nas outras pessoas.
Pequenos erros podem pesar mais do que suas conquistas, a opinião dos outros pode abalar a forma como você se percebe e, mesmo quando recebe reconhecimento, nem sempre é fácil acreditar verdadeiramente nele.
Aos poucos, pode se instalar uma sensação de insegurança e de estar sempre precisando provar o próprio valor.
A baixa autoestima nem sempre aparece como uma percepção claramente negativa de si.
Com o tempo, isso pode influenciar escolhas, relacionamentos e oportunidades.
Evitar situações por medo de não ser capaz.
Aceitar menos do que gostaria por acreditar que não merece algo diferente.
Viver tentando alcançar um padrão que parece se afastar cada vez que você chega perto dele.
A maneira como nos percebemos não surge do nada. A forma como você se enxerga foi sendo construída ao longo da sua história.
As relações que viveu, a maneira como foi reconhecido(a), criticado(a) ou acolhido(a) e aquilo que aprendeu sobre o que precisava fazer para ser aceito(a) podem continuar influenciando a maneira como você se percebe hoje.
Críticas frequentes, comparações, rejeição, exigências muito altas ou experiências em que afeto e reconhecimento pareciam depender do desempenho.
Essas experiências podem contribuir para a construção de padrões como:
“Não sou bom o suficiente.”
“Preciso provar meu valor.”
“Se eu falhar, vou decepcionar as pessoas.”
Essas crenças podem continuar influenciando a vida adulta mesmo quando a realidade já oferece evidências diferentes.
É preciso compreender os padrões que sustentam essa forma de se enxergar e construir experiências diferentes em relação a si mesmo.
"Autoestima não se transforma simplesmente repetindo pensamentos positivos ou tentando convencer a si mesmo de que deveria se sentir mais confiante."
Na terapia, buscamos compreender como sua percepção sobre si foi construída, quais situações ativam sentimentos de inadequação ou insegurança e de que maneira esses padrões influenciam suas escolhas, emoções e relacionamentos hoje.
A Terapia Cognitivo-Comportamental e a Terapia do Esquema oferecem recursos para identificar e modificar crenças rígidas e padrões de autocrítica, trabalhar comportamentos que reforçam a insegurança e desenvolver formas mais equilibradas de avaliar a si mesmo e lidar com erros, limitações e expectativas.
O objetivo não é construir uma imagem idealizada de si ou acreditar que você precisa se sentir confiante o tempo todo.
É desenvolver uma percepção mais realista e integrada de quem você é, na qual suas qualidades, dificuldades, necessidades e limites possam coexistir sem que cada erro ou imperfeição coloque em dúvida o seu próprio valor.