Algumas dificuldades nos relacionamentos podem se repetir mesmo quando desejamos viver algo diferente.
Talvez você perceba que costuma se envolver em relações que geram sofrimento, tenha dificuldade de estabelecer limites, medo de desagradar ou de ser abandonado, ou acabe colocando as necessidades do outro constantemente à frente das suas.
Também pode ser difícil se afastar de uma relação mesmo reconhecendo que ela não está fazendo bem, surgir uma necessidade intensa de confirmação e segurança ou, ao contrário, afastar-se quando alguém se aproxima emocionalmente, por medo de se vulnerabilizar ou confiar.
Essas experiências não significam simplesmente que você “escolhe as pessoas erradas” ou que não sabe se relacionar.
Muitas vezes, a maneira como aprendemos a construir vínculos e proteger nossas necessidades emocionais foi sendo formada ao longo da nossa história.
As experiências que vivemos em nossas relações ajudam a construir expectativas sobre o que podemos esperar dos outros, o quanto é seguro confiar e como expressamos nossas necessidades e limites.
Algumas formas de pensar, sentir e agir podem ter feito sentido em outros momentos da vida, mas continuar influenciando os relacionamentos atuais.
Ajudam a compreender como as experiências que vivemos podem influenciar a forma como buscamos proximidade, segurança e conexão nos relacionamentos.
Pode tornar mais difícil estabelecer limites ou se afastar de relações que geram sofrimento.
Em outros casos, proteger-se da vulnerabilidade pode levar ao distanciamento justamente quando uma relação se torna mais próxima.
"Compreender esses padrões não significa procurar culpados no passado, mas reconhecer como determinadas experiências ainda influenciam suas emoções, escolhas e relações no presente."
Na terapia, buscamos compreender quais padrões aparecem nos seus relacionamentos, como eles se desenvolveram e o que contribui para que continuem se repetindo.
A Terapia do Esquema e as teorias baseadas no apego podem orientar esse trabalho, de acordo com as necessidades de cada paciente.
Também podemos trabalhar emoções como estas, favorecendo novas formas de se posicionar e se relacionar:
Medo de abandono
Culpa e vergonha
Insegurança
Medo de ficar sozinho(a)
O objetivo não é ensinar uma maneira “correta” de se relacionar ou dizer quais relações você deve manter.
É ajudá-lo(a) a compreender seus padrões, ampliar suas possibilidades de escolha e construir vínculos em que suas necessidades, limites e valores também tenham espaço.